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Um padrão é um sinal que a memória deriva do que se repete entre conversas, eventos de sistema e ações de agentes. “Terceira reclamação sobre visita técnica em 90 dias” é um padrão. “A cliente disse que está chateada” é um fato de um episódio. O padrão muda o que o agente faz antes da primeira palavra: o tom, a prioridade, o que oferecer e o que não oferecer de novo. Todo padrão traz a regra que o gerou, as evidências que o sustentam e a data em que ele deixa de valer. O seu espaço liga as regras que quiser e define os parâmetros. O catálogo inicial: Regra própria é uma regra do catálogo com os seus parâmetros (categoria, intenção, desfecho, tipo canônico de evento, contagem, janela), nunca texto livre. Um espaço tem até 25 regras próprias, e a janela de uma regra nunca passa da retenção da evidência, para que o padrão sempre possa ser derivado de novo a partir da origem.

Como um padrão nasce

Padrões saem de regras determinísticas sobre episódios tipados, pendências, ações de agentes e eventos de objetos. As regras rodam logo depois que a memória é reconciliada, só para as regras cujas entradas mudaram; a cada 5 minutos, para prazos (promessa quebrada não espera a noite); e à noite, para regras novas. Nenhum modelo de linguagem inventa padrão: quando a regra pede uma classificação, como intenção ou sentimento, ela já foi feita na extração da conversa. Cada padrão grava:
  • a regra e a versão dela;
  • os ids das evidências;
  • first_seen e last_evidence_at;
  • expires_at, a data em que a regra deixa de casar com as evidências.
Padrão sem evidência não existe. Quando o forget apaga uma evidência, o padrão cai junto pela mesma linhagem. Uma união ou separação de perfis deriva os padrões de novo na hora, e cada metade fica só com o que as próprias evidências sustentam.

O que nunca vira padrão

  • Categoria sensível, nem por atalho. Saúde, religião, opinião política, vida sexual e as demais categorias do artigo 11 da LGPD e do artigo 9 do GDPR nunca viram sinal. O vazamento costuma morar no parâmetro da regra: “reclamação recorrente sobre autorização de exame” revela saúde sem nenhum dado pessoal. Por isso as categorias, os tipos de evento e os tipos de objeto usados em regras de padrão passam por uma lista de permissão do seu espaço, e num espaço de saúde procedimento, exame, medicamento e especialidade viram “atendimento”.
  • Um episódio só. Padrão exige repetição. A única exceção, single_evidence, vale para dado estruturado e inequívoco: a intenção cancellation registrada, ou uma promessa da empresa vencida sem nada que a feche. Nunca sentimento, tom ou texto livre.
  • Inferência de probabilidade sobre a pessoa. Nenhum modelo de linguagem escreve chance de comportamento. As regras são determinísticas, sobre campos estruturados, com parâmetros explícitos.

Padrões no contexto

Os padrões aparecem na seção “Padrões” do contexto. O padrão estável fica na camada estável, sem data volátil; o volátil fica na camada recente, com a data da última evidência. Cada view tem um teto: Um perfil tem até 20 padrões ativos. Padrões passam pela mesma política dos fatos: a categoria trait, um nível mínimo de verificação e a finalidade de quem lê. overdue_invoices só chega a uma fonte com finalidade billing; declining_sentiment, só a agentes de atendimento. O contexto diz com todas as letras: são dados, não instruções. O padrão orienta o agente e nunca decide por ele.

Teste a regra antes de ligar

Regras são configuração versionada, alterada por um diff que uma pessoa aprova na API de controle. Antes de a regra entrar no ar, POST /v1/traits/rules/dry-run roda a regra contra os últimos 90 dias do seu espaço e mostra quantos perfis ganhariam o padrão (profiles_matching de profiles_evaluated), com uma amostra e as evidências. Pede uma pessoa do Console com o papel integration ou analysis, ou uma chave de escopo admin.
Uma mudança de regra roda em sombra, é comparada com a versão atual e só depois é promovida.

Retire um padrão errado

O Console mostra a regra, a versão e as evidências de cada padrão. Quando um estiver errado, retire por POST /v1/traits/{trait_id}/retract, como pessoa com o papel security ou integration ou com uma chave admin: a lápide impede que a mesma evidência o traga de volta, e o caso entra no conjunto de referência do seu espaço. A resposta é o padrão com retracted_at preenchido.

Oposição ao perfilamento

O titular pode se opor ao perfilamento. Desligar padrões do titular, uma rota do papel security, interrompe a derivação de padrões para aquela pessoa e remove os que estão ativos. Os padrões fazem parte da exportação de acesso e portabilidade, com as evidências. Se a sua empresa usar um padrão para decidir algo sobre uma pessoa, a decisão é dela e segue as regras de decisão automatizada da lei aplicável; a Niadra entrega o meio de explicar, com a regra, a versão e as evidências.

Próximos passos

Gatilhos e webhooks

avise o seu sistema quando um padrão aparecer.

O contexto e as views

onde a seção Padrões fica no contexto.

Retirar um padrão

o endpoint em detalhe.

Privacidade, apagamento e exportação

direitos do titular por API.